Pesquisa panorama Brasil: o que os dados da ABTD indicam para 2026 em T&D
A 19ª edição da Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, publicada pela ABTD, revela sinais claros de amadurecimento no setor de T&D (Treinamento e Desenvolvimento). As empresas estão investindo mais, diversificando as formas de entrega de conteúdo e, principalmente, adotando uma postura mais estratégica na gestão da aprendizagem.
Mas o que esses dados indicam sobre o que esperar de T&D em 2026? Neste artigo, analisamos os principais achados do relatório e refletimos sobre como as empresas podem se preparar para o que vem pela frente — com dados, planejamento e soluções tecnológicas integradas.
Investimentos crescentes e mais estratégicos
Um dos destaques da pesquisa é o aumento de 14% no investimento anual por colaborador, que chegou a R$ 1.222 em 2024, o maior valor da série histórica. Além disso, as empresas brasileiras alcançaram, pela primeira vez, uma média de 24 horas de treinamento por colaborador, superando as 21 horas das empresas americanas.
Apesar da distância entre os valores absolutos (nos EUA, o investimento médio é de R$ 6.673 por colaborador), a tendência brasileira é de crescimento contínuo e consciente. O dado mais revelador, porém, está na mudança dos critérios utilizados para definir os orçamentos.
Se antes o foco era em horas treinadas por efetivo, hoje, o protagonismo é de alternativas mais qualificadas, como Levantamento de Necessidades de Treinamento (LNT) e Planos de Desenvolvimento Individual (PDI). Isso reforça uma movimentação do mercado em direção à personalização da aprendizagem e à eficiência do investimento.
O recado para 2026 é claro: o investimento em T&D continuará crescendo, mas será cada vez mais guiado por dados, necessidades reais e planejamento estruturado.
Modalidades de entrega: o digital como eixo da estratégia
A forma como os treinamentos são entregues também passou por mudanças importantes. Em 2024, 47% das ações foram presenciais, enquanto 20% ocorreram online ao vivo e 25% em formato assíncrono.
É uma variação relevante em relação aos anos anteriores, que haviam sido dominados por soluções digitais devido à pandemia. No entanto, mais do que um “retorno ao presencial”, o que os dados revelam é a construção de um novo equilíbrio, em que o presencial volta a ser valorizado, mas dentro de uma estratégia híbrida.
O digital permanece essencial e isso se justifica por vários fatores:
- Alcance e escala: é possível treinar centenas ou milhares de pessoas em diferentes regiões ao mesmo tempo.
- Personalização: com trilhas adaptativas, cada colaborador segue seu ritmo e foca em suas lacunas.
- Dados e indicadores: o online permite medir com precisão o progresso, o engajamento e os resultados do treinamento.
- Flexibilidade: os conteúdos ficam disponíveis a qualquer hora, o que reduz barreiras de acesso e aumenta a adesão.
As modalidades digitais se consolidaram como infraestrutura central da aprendizagem corporativa, e a tendência para 2026 é o fortalecimento de modelos blended learning, que combinam a eficiência do digital com o valor estratégico de experiências presenciais bem planejadas.
Empresas que investem em plataformas robustas de aprendizagem têm mais capacidade de orquestrar essa integração de formatos, o que nos leva ao papel da tecnologia na transformação do T&D.
Priorização de conteúdos e perfis: personalização em foco
A pesquisa também detalha como as empresas estão distribuindo seus esforços de capacitação. Em 2024, o orçamento foi dividido quase igualmente entre líderes (51%) e não líderes (49%), mas a natureza do conteúdo varia de acordo com o público:
- Alta liderança: foco em comportamentos estratégicos, como comunicação, tomada de decisão e gestão de mudanças.
- Gerência e supervisão: equilíbrio entre comportamental e técnico.
- Não líderes: foco majoritário em competências técnicas voltadas à operação, atendimento, vendas e áreas administrativas.
Os temas prioritários para os próximos ciclos incluem comunicação, processos e diversidade e inclusão, refletindo as exigências de um ambiente corporativo mais ágil, inclusivo e conectado com o negócio.
Essas escolhas mostram que a personalização da aprendizagem por perfil é mais do que uma tendência, é uma realidade cada vez mais praticada pelas empresas. Soluções que permitem estruturar trilhas por jornada, cargo ou nível de competência se tornarão indispensáveis.
Indicadores e resultados: T&D cada vez mais data-driven
Se o volume e o formato dos treinamentos evoluíram, a forma de avaliar seus resultados também mudou. Em 2024, 89% das empresas utilizam algum tipo de indicador de eficácia, um crescimento de 24% em relação ao ano anterior.
Entre os principais indicadores utilizados estão:
- Cumprimento do plano de treinamento (35%)
- Aplicabilidade percebida pelos gestores (29%)
- Indicadores de negócio (29%)
- Clima organizacional (26%)
- Satisfação do cliente (23%)
Apesar de apenas 7% das empresas medirem o ROI diretamente, o uso crescente de dados aponta para uma gestão mais madura e integrada. A adoção de People Analytics, por exemplo, já é realidade em algumas organizações, com times dedicados à mensuração dos impactos do T&D nos resultados de negócio.
Em 2026, a capacidade de medir, justificar e aprimorar investimentos em aprendizagem será um diferencial competitivo, e plataformas que fornecem dados em tempo real serão decisivas nesse cenário.
Como a Camplearning apoia a nova gestão de T&D
Diante desse panorama, soluções como a Camplearning ganham protagonismo por oferecerem exatamente os recursos que os dados da pesquisa apontam como tendência.
A Camplearning é uma plataforma de ensino a distância (EAD) e treinamentos corporativos que permite que as empresas estruturarem suas próprias trilhas de aprendizagem com flexibilidade, personalização e controle.
Veja como ela se conecta aos principais movimentos do setor:
- Trilhas personalizadas por perfil ou jornada: o conteúdo pode ser organizado de acordo com cargos, competências ou áreas de atuação.
- Modalidades diversas em um só ambiente: videoaulas, quizzes, fóruns, materiais complementares e recursos interativos podem ser combinados em um mesmo programa.
- Tecnologia adaptativa: o progresso do aluno define a liberação de conteúdos, reforçando o foco em desempenho individual.
- Gestão por dados: os administradores têm acesso a relatórios e indicadores sobre engajamento, conclusão e performance dos treinamentos.
- Ambiente com identidade da empresa: a plataforma pode ser personalizada com o nome, domínio e identidade visual da organização, fortalecendo a marca interna.
- Disponibilidade total: os treinamentos podem ser acessados em qualquer dispositivo, a qualquer hora.
Além disso, a Camplearning é amplamente utilizada para a criação de universidades corporativas, um recurso que já está presente em quase metade das empresas participantes da pesquisa da ABTD e que tende a crescer nos próximos anos.
A plataforma, portanto, atua como uma base tecnológica essencial para que as organizações implementem uma gestão de T&D moderna, escalável e com foco em resultados.
Conclusão: O que esperar de T&D em 2026?
Os dados da pesquisa Panorama Brasil indicam que a área de T&D continuará em expansão até 2026, não apenas em volume de investimento, mas também em sofisticação, integração com o negócio e uso estratégico da tecnologia.
A personalização da aprendizagem, a combinação inteligente entre diferentes formatos, o uso de indicadores e o apoio de plataformas flexíveis e analíticas são os principais pilares dessa transformação.
O desafio para os próximos anos será menos sobre “treinar mais” e mais sobre treinar melhor, com propósito, planejamento e foco em impacto.
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Treinamento e Desenvolvimento, Tendências
Autor: CampLearning |
